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7 erros comuns durante uma crise convulsiva (e o que fazer no lugar)

  • 21 de abr.
  • 3 min de leitura
7 erros comuns durante uma crise convulsiva (e o que fazer no lugar)

Presenciar uma crise convulsiva costuma gerar medo e sensação de urgência, o que leva muitas pessoas a agir de forma intuitiva — nem sempre da maneira mais segura. Apesar de impactantes, a maioria das crises é autolimitada e pode ser manejada com medidas simples, desde que se evitem alguns erros frequentes.

 

A seguir, destacam-se os equívocos mais comuns durante uma crise convulsiva e as condutas corretas recomendadas.

 

Um dos erros mais difundidos é tentar colocar objetos na boca do paciente, como colheres, panos ou até os próprios dedos, com a intenção de evitar que ele “engula a língua”. Esse é um mito. Não existe risco de engolir a língua durante uma crise. Ao contrário, essa prática pode causar lesões graves, como fraturas dentárias, lacerações orais e até obstrução das vias aéreas. A conduta correta é não interferir na boca do paciente e focar na proteção do corpo como um todo.

 

Outro erro comum é tentar conter os movimentos durante a crise. A fase tônico-clônica envolve contrações musculares involuntárias e intensas, e restringir esses movimentos pode provocar lesões articulares ou musculares. O mais seguro é apenas afastar objetos ao redor que possam causar trauma, permitindo que a crise siga seu curso natural.

 

Muitas pessoas também acreditam que é necessário oferecer água, medicamentos ou qualquer substância durante o episódio. Isso não deve ser feito em hipótese alguma, pois o paciente encontra-se com nível de consciência alterado, o que aumenta significativamente o risco de aspiração. A administração de qualquer substância deve ocorrer apenas após recuperação completa e, preferencialmente, sob orientação médica.

 

Outro equívoco é não observar a duração da crise. Embora a maioria dos episódios tenha duração inferior a dois a três minutos, crises prolongadas podem representar uma emergência neurológica. Sempre que possível, é importante marcar o tempo desde o início da crise, pois essa informação é essencial para decisões clínicas posteriores.

 

Ignorar a necessidade de posicionamento adequado também é um erro frequente. Assim que possível, o paciente deve ser colocado em posição lateral de segurança, o que ajuda a manter as vias aéreas livres e reduz o risco de aspiração de secreções. Durante a fase ativa da crise, nem sempre isso é viável, mas deve ser feito assim que houver relaxamento muscular.

 

Outro ponto importante é acreditar que toda crise convulsiva exige ida imediata ao pronto-socorro. Embora isso seja necessário em algumas situações — como crises prolongadas, repetidas ou associadas a trauma — muitos episódios em pacientes já diagnosticados podem ser manejados em casa, com posterior acompanhamento médico. Saber reconhecer sinais de gravidade é fundamental.

 

Por fim, um erro relevante é não buscar avaliação médica após a ocorrência de uma crise, especialmente quando se trata do primeiro episódio. Crises convulsivas podem ter diversas causas, incluindo Epilepsia, distúrbios metabólicos ou condições estruturais do sistema nervoso central. A investigação adequada é essencial para diagnóstico e definição do tratamento.

 

De forma geral, diante de uma crise convulsiva, a prioridade deve ser garantir a segurança do paciente: colocá-lo em um local seguro, proteger a cabeça, não conter os movimentos, não introduzir objetos na boca e observar o tempo de duração do episódio.

 

Informação adequada reduz riscos e permite uma atuação mais segura e eficaz. Em caso de dúvidas ou diante de episódios convulsivos, a avaliação com neurologista é fundamental para orientação individualizada e acompanhamento adequado.


 
 
 

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